As vezes dá vontade de comer, de sair, dançar, ficar próximo, (...). Outras vezes, vontade de viajar.
A expectativa para saber o destino e a companhia. A ansiedade para a data programada. Os preparativos. Acordar cedo (ou varar), embarcar e ver a luz do sol tomando conta da paisagem. Fone no ouvido, rosto colado na janela observando. Ou a música no rádio e todos cantando - cada um com sua própria maneira. No porta-malas a bagagem com algumas peças de roupas, comes&bebes e cartas de baralho. E em corpo e mente, os valores e a vontade de conhecer novas pessoas, interagir com outros meios e ter novas experiências.
No momento, para mim, essa é a caracterização de viver a liberdade. Já criei um vínculo tão grande com essa ideia que a utilizarei como uma motivação para concluir alguns objetivos que também servirão para colocá-la em prática. Haha E espero que algumas relações não mudem, pois vou querer contar com algumas pessoas nessas realizações. <3
[In]Felizmente não deveríamos tratar tratamos pessoas como coisas.
E se elas não nos fazem bem, muitas vezes continuamos presos à elas. Além do fato de não podermos jogar no lixo ou fazermos uma doação, ainda continuamos com a esperança de que a relação possa melhorar. Mesmo sabendo que dificilmente isso ocorrerá.
Há tantos indicativos dizendo para esquecer e seguir em frente, mas os "e se" continuam aparecendo em mente. Então, é nessa hora que devemos tomar uma decisão e saber lidar com ela depois. E não nos arrependermos dela, pois finalmente é um rumo tomado.
Não faço a mínima ideia do que estou falando.
Posso estar agoniada pracaralho com a situação, mas não quero tomar nenhuma decisão.
Posso estar sendo imatura em quanto à isso, mas tenho consciência que minhas ações gerarão consequências para outras pessoas também.
Posso estar sendo mimada, mas a partir do momento que isso envolve outra pessoa vou esperar um parecer dela.
Posso estar sendo insegura, iludida, supersticiosa ou seja lá o que for, mas ainda torço para que tudo se ajeite e de uma forma diferente da qual minha razão diz que será.
Mas foda-se, pelo jeito, ficarei mais um tempo angustiada com esse desconforto bem aparente até que eu chegue no fundo da avacalhação, fique (mais) nervosa comigo mesma, dê um surto e recomece.
--x--
"E, com o fim da ilusão, todos os problemas antes esquecidos, voltam a
tona – e aí que você percebe que perdeu mais um tempo da sua vida e não
fez nada para resolver seus problemas. Eles continuam lá, intactos. Às
vezes, até fortalecidos depois do período sabático ao qual foram
submetidos. E aí você percebe que, durante esse tempo todo, só encobriu
suas crises. Quando a deprê da ficha caída pega pesado, alguns até se
rendem novamente a algum amor inventado." - Todo Mundo Já Viveu um Amor Inventado (do site Casal Sem Vergonha)
Se quiser ler este texto completo, clique aqui. Gostei realmente dele. E mesmo sabendo que as vezes acontece, na hora de vivenciar é mais neurótico. Haha
Título é um verso da música "Acima do Sol" do Skank. :3 Ouça clicano aqui. :3
É tão comum desejar boa sorte para provas, entrevistas de emprego, conversas importantes, mas não era uma "obrigação" estarmos preparados para tais atos?
Quantos não tentam ler o horóscopo antes de sair de casa? Quantos não se apegam à frases de biscoitos da sorte ou enfeites como manekineko? Quantos não torcem para serem premiados em jogos da loterial ou que seus pedidos no tanzaku sejam atendidos?
Ter pessoas e momentos marcantes em nossas vidas é caso de sorte?
Até onde/o que podemos considerar sorte?
Quando estaremos realmente merecendo por tudo isso?
Seria tão mais fácil se corressemos atrás do que queremos e precisamos ao invés de só contar com a sorte.
Sorte, sorte e sorte.
Afinal, o que é sorte?
Só mais uma palavra que cada um cria seu próprio significado se baseando nas experiências que teve com ele/a?
Assim como amigo, amor, família, (...)?!
Por enquanto, permanecerei calada sobre se deus quiser.
Geniais.
Pela brisa desse post, acho que usei um superlucky. :3
Nessa semana está acontecendo a gincana anual do Colégio Exatus no qual estudei metade do 2º ano do EM e o 3º ano. Ano passado, a equipe da qual fazia parte, Manicômio Manolo, vulgo "grupo dos japas com agregados", foi o campeão. E posso dizer com orgulho que ganhei bem mais do que 30% do valor das notas no meu boletim.
No último sábado teve a festa junina e pude prestigiar o trabalho das quatro equipes que elaboraram uma barraca de jogos cada uma. Os que ficaram responsáveis estavam à caratér. Tinha alguns zumbis, uns piratas, atendentes de cassino, Mario, Luigi, Yoshi! Cada um fazendo mais papel de bobo do que o outro. Mas quem ali estava realmente ligando para isso?
Ano passado nós fomos os loucos. Os loucos que fizeram interação e integração antes de começarmos a realmente pensar nas provas da gincana. Loucos que levaram todas as provas - até as menores - à sério. Loucos que vararam noites fora de casa ensaiando loucamente para fazer valer a pena. Louco[s] que bebeu[ram] água e bolacha que outro mastigou. ekekek Loucos que dançaram com bexiga no peito e berinjela dentro da calça. Loucos que levaram aquilo muito mais do que simples gincana.
Perguntaram-me no sábado se eu estava com saudades do colégio. Não, não estava e nem estou. Contudo, confesso que sinto falta de acordar cedo sabendo que tenho obrigações. Falta de ao atravessar a passarela do metrô observar, por trás do congestionamento na avenida, o sol nascendo e, com ele, o desejo de que aquele dia valesse a pena. Falta de ser cobrada e pressionada, mas com a certeza de que ainda confiam em mim.
E, principalmente, falta das pessoas. Aquelas que eu mandava ficarem quietas durante as aulas, mas que repartiam patas de tortuguita. Aquelas desenhavam na calça do uniforme e depois brincavam no banheiro até que alguma caisse. Aquelas que tinham mais assunto com os professores do que com o resto da sala. Aquelas com quem poderiam falar diretas e secas - até soltar um "vai se fuder", não importando o motivo ou a hora. Aquelas que mesmo sem dizer nada, sabiam reconhecer o humor da outras e, provavelmente, fariam com que debafassem e chorassem. Afinal, qual das três chorou mais?
Talvez, o que eu esteja precisando mesmo é de ocupar a mente e não pensar em tantos pontos negativos. Preciso de novas experiências que me farão voltar para casa ligando para alguém para contá-las. Preciso de um rumo - que parece próximo; só preciso de mim para isso, pois os próximos não devem se afetar com minhas escolhas.
"É fácil fazer parte
De um mundo tão pequeno
Onde amigos invisíveis
Nunca ligam outra vez
Talvez até porque
Ninguém mude por você"
Algum dia - Capital Inicial
~~x~~
Preconceito. Pré-conceito.
Quando o assunto for eu, posso te considerar um pre(-)conceituoso?
Parece que foi unânime o pensamento de "ninguém lê e/ou interpreta da mesma forma com a qual escrevemos". E aposto que ninguém entendeu o que realmente quis dizer em cada parte. :3 Mas era algo que eu precisava falar... e ainda tenho a esperança de que alguém saque algo.
A minha nossa interação - se não for em um silêncio - gira ao redor de elementos que nos fazem bem. Mesmo que seja para desabafar sobre o que nos faz mal.
Acredito que um dos motivos da nossa vida seja ir atrás da felicidade. Seja ela momentânea, duradoura, individual, coletiva ou qualquer que seja.
E é foda ver pessoas próximas estarem mal. Seja por briga com quem ama, doença, estudos, mal consigo mesmo ou drama básico.
Não anseio a felicidade plena, pois sei que sempre haverá algum problema nem que seja a futilidade de uma unha quebrada ou o incômodo de uma calcinha má posicionada.
Mas queria entender aqueles que por algum mero problema, se apegam a dor e a melancolia; que fecham os olhos para outros rumos.
"You go on and on about the situation,
and try to verify any little details
Just you worry too much about negative factors
Take it easy, relax
If you make a mistake, ok
It’s just an encounter with the unknown,
you should feel so good
(...)
A vida deveria ser igual a jogos de videogames.Vai passando as fases, xingando tudo o que atrapalha, até chegar no chefão, passar um estresse e por fim conseguir zerar o jogo. AEAEAE Pena que nosso cartão de memória é permanente e os itens deixados para trás não é tão simples de recuperá-los. Não tem como simplesmente reiniciar o jogo.
Algumas soluções são complexas e a maioria das respostas não estão bem na nossa cara quanto queríamos, mas vale lembrar do desejo pela sensação de felicidade ao finalizar essa etapa com sucesso.
Se há algo com você mesmo, não há ninguém melhor que você para se analisar e julgar, se for necessário. A mudança parte de você. E muitas vezes pode acontecer de forma imperceptível.
"Will the pain in your heart ever heal?
I sincerely want to take you
into my arms and help you
I’ll help you draw a dream in your heart
from the beginning (to give my love)"
Agora se o problema é com outras pessoas... cabe a você decidir. hehe. Não adiantará excluir de todas as redes sociais, fugir pessoalmente. Se não aprender a lidar, será como viver com essa situação se repetindo e a cada repetição, acumulará mais memórias ruins. E eu sei que ninguém quer isso.
Texto só para ocupar página mesmo. O que vale mais são as músicas. <3 Cliquem no nome das músicas que abre o vídeo delas. As três são em japonês. q :3
Já que a minha vontade é de chegar, botar esse povo tudo cara-a-cara e mandar se acertarem em 5min ou vão levar tudo pintada na cara. Mas como não tenho um pinto nem o direito de me meter tanto assim - mesmo que alguns queiram rs - fico na minha torcendo para que cada lado, mesmo que briguem e se machuquem, fique bem ao final.
Essa joça não é indireta pra ninguém. É direta para todo mundo. Mesmo que alguns não leiam isso aqui.
"Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor"
Alguns apaixonados dizem que algumas histórias de amor podem ser escritas de diferentes formas em variáveis meios. Nelas podem ter elementos como os viões e podem pertencer a diferentes gêneros como o drama e a comédia, mas esses mesmos apaixonados - e talvez correspondidos! - afirmam que o final sempre será feliz.
Para alguém, como eu, que nunca teve uma história escrita, é complicado acreditar nesse "viveram felizes para sempre". Podem até terem vivido felizes para sempre, mas será que viveram juntos?
Como leitora já pude desfrutar de muitas histórias. Se eu fizer um comparativo com o meu envolvimento ao ler um livro, posso dizer que algumas eu leria para absorver cada doce detalhe, em outras teria vontade de ser uma personagem que faria com que desse certo, mas em algumas gostaria de ser a escritora só para fazer com que cada um fosse para seu lado e vivessem bem dessa forma. E independentemente do contexto e/ou do desfecho, gostaria de acompanhar o casal até que lesse, ao final da página, o "fim".
Contudo, não é tão simples assim escrever sobre os sentimentos e a forma que vivemos lidando com eles. A vida não é um livro de ficção; o romance não entrará nas histórias estudadas pelas gerações futuras.
Acredito que não há uma borracha que possa apagar o que vivemos e não há como pular a página ou rasgá-la; pois é uma página única... Assim como a nossa vida é única.
Infelizmente, nossos pensamentos geralmente se focam no final. Ambos os personagens são perfeitos para que aquela seja uma envolvente história, pena que erram o começo e não são companheiros o suficiente para que juntos consigam lidar com o desenvolvimento.
"Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito"
~~x~~
Da mesma forma que um sonho foi a forma de eu me despedir de um tipo de 'aprisionamento', espero que esse texto sirva para outro.
Quero entender como funciona a minha memória auditiva.
Seria maravilhoso se eu lembrasse de alguns pontos fundamenteis da conversa. Assim, em muitas situações eu poderia facilmente seguir em frente. Se o caso fosse comigo. hehe
Mas não.
Tenho que lembrar de alguns trechos aleatórios, para que a minha mente doentia - e desocupada - fique matutando o por que da pessoa ter falado aquilo, com aquelas palavras e com aquele tom de voz.
Lembro de muita coisa que me contam, mas, [in]felizmente, fico presa nos detalhes.
Ontem foi o dia para nostalgiar sobre TVXQ/DBSK/THSK. Como se eu já não fizesse isso normalmente. Haha Mas hoje tive companhia. <3
Cada artista (e pessoa em geral) que eu gostoé pela sensação que ele me passa. Com os cinco foi a de proteção.Não importa qual seja o vídeo, foto ou texto fosse, eles estando juntos sentia como se nada pudesse separá-los. Era a amizade, a segurança, o conforto, a simplicidade e muitos elementos compactados em um só.
E quem já se envolveu no mundo oriental - independentemente do motivo - provavelmente já deve ter ouvido alguma música deles. E grandes chances de ter sido Doushite kimi wo suki ni natte shimattandarou, ou para os preguiçoso - como eu - Doushite.
Para muitos, virou uma música de brincadeira no karaokê - até para tentar fazer os agudos. Para outros servem como trilha sonora de algum momento e tem realmente uma função emocional.
Comigo foi uma música que me acompanhou por 6 ou 7 meses. Época que mais gastei créditos ligando para amigas no caminho colégio-casa; que passei mais vergonha chorando no metrô; que mais ouvi na hora do almoço "você está bem?"; que mais recebi olhares cúmplices. Era algumas amigas me encontrarem que ao invés de me cumprimentarem normalmente, já chegavam gritando DOOOUSHITEE. Aquilo foi viver de ilusão com alguns picos de realidade.
Da mesma forma que me aproximei muito de algumas pessoas, "consegui" me afastar e me decepcionar com várias. E de alguma forma, parecia que tudo girava ao redor daquela minha situação.
Para eu me desapegar foi necessário mais um sonho no qual eu me despedia. Quando acordei, para ter certeza, fui ouvir Doushite. E não associei a pessoa à música. Ali, era só a música sendo interpretada por um grupo.
Foram meses nos quais uma associação levava a outra. E me desprender foi realmente como sentir uma liberdade, mas não me arrependo do que passei. Posso dizer que cresci muito com isso - talvez mais do que no resto da minha existência. Seja analisando as ilusões sobre um cara em especial ou as outras interações que ocorreram ao meu redor, sei que até dos piores momentos consegui tirar algum ensinamento.
Sei que alguns erros voltarei a cometer, como já cometi alguns - principalmente na confiança com algumas pessoas, mas o meu modo de lidar com eles mudou.
Ao pensar nele só consigo rir por lembrar de quão patética fui em vários momentos, mas dá uma sensação boa. Porque é muito bom ouvir uma música e pensar positivo e mesmo que a melodia seja lenta e a letra não fale de poneis pulando pro fim do arco-iris, não quer dizer que ela vá te deixar na bad.~ É gostosa a sensação de nostalgia. :3
Poderia falar também sobre a letra de Stand By U, mas ninguém teria saco. Haha ~ Acho que ninguém teve saco na verdade. :3
Nervoso a ponto de não conseguir falar. Chorar. Dormir. Nervoso a ponto de sentir dores psicológicas. Nervoso a ponto de tentar entender o motivo desse estresse. E com isso desejar fortemente estar louco. Porque só o fato de talvez isso ser o fator principal, te dá mais nervoso. Nervoso a ponto de desistir de você mesmo.
Nada como ficar cantarolando uma música para tentar lembrar o nome e quem canta. E nos vários chutes que sua cabeça dá, você encontra outra música e esquece a primeira.
Enquanto estava no Skype com a Mimi tentei lembrar de uma música - que nem o ritmo lembro mais - e acabei ouvindo Heaven da Ailee.
Poderia falar o quão talentosa ela é e blablabla, mas o ponto não é falar do artista. Hahaha :3
A letra da música é linda. Toda garota já quis cantar e sentir isso por alguém. Aliás, acho que todo ser já quis isso. Só que alguns ainda não assumiram. E muitos - maioria - ainda não encontraram.
Não que seja alguém para sempre. Mas alguém que esteja plenamente lá para você e por você enquanto estiverem bem. E o "bem" é superar os problemas e/ou deixá-los para trás. Casais que vivem em pé de guerra é tão ZzZzZ.
E aí penso se é mania de coreano ou é algo global falar de amor, paixão, romance... além do fim (?) da vida.
Fim não seria a palavra certa. Quantos momentos não continuam conosco mesmo distante da pessoa que compartilhamos aquilo?
Não importa quanta felicidade a pessoa "atual" lhe proporciona, sempre haverá a lembrança da pessoa. O desejo de que fosse a primeira.
Sempre falam de aproveitarmos bem a vida antes que seja tarde. Falam de só dar valor depois que perdemos. Mas quantos realmente vivem para nos dar exemplo do contrário?
Não estou querendo conhecer alguém que sorria, ria, brinque o tempo todo. Até porque acredito que não há felicidade plena... Não há como conhecer a felicidade se não tiver conhecido a tristeza.
Ah... Tão confuso!
As únicas pessoas que perdi... eu não tinha tanta consciência disso.
Não tenho medo da morte.
Tenho medo de não sentir aquela sensação de paz perto das pessoas que me deram belas lembranças.
Não vejo a hora de acharem outro planeta habitável.
Poderíamos construir um mecanismo no qual ninguém partiria e não teríamos que nos preocupar com a superpopulação do local.
Oh, quanto egoísmo.
~~x~~
Desculpa se não consigo fazer nada muito sério (vulgo título do post haha).
Quis evitar ficar de mimimimi por causa da música da Ailee, mas não deu muito certo. ;o;
Quis fugir do "quero amar alguém assim" e fui para "não me deixem". ;;
Queria perguntar se você tem medo da morte. Mas é melhor não. A resposta seria superficial. E o que realmente quero é desenvolver o assunto. Então, por que se prender apenas no básico? Já não está cansado de saber que nem tudo é tão simples? Pra que supor? É difícil debater mesmo sabendo que não chegará a lugar algum? Por que só vale a pena se tiver um final definitivo? Por que, em alguns casos, é tão fundamentel o ponto final? Por que não usamos a vírgula ou reticências? Entendo que a incerteza e a falta de decisão desgastam. Mas para que se prender em uma única ideia? Será apenas para que aquilo seja como queremos? E se for diferente, por que criar um bloqueio ao invés de tentar entender? Tentar ouvir. Tentar falar. Tentar sorrir. Tentar chorar. Tentar gritar. Tentar viver. Tentar... Ficar bem
~~x~~
Assim como boa parte do mundo tenho o costume de fazer certas atividades ouvindo música. Arrumando o quarto, me arrumando, escrevendo, andando pela rua ou até mesmo passando o tempo. Principalmente nessa minha atual vida de não faz nada e que convive com uma conexão super agradável. :)
Como todos sabem, sou um tanto fangirl. De chorar, gritar, ficar mal e blablabla. Ainda mais quando o assunto é show. Lives são bem melhores que versões de CDs. <3
Hoje fui mexer em alguns DVDs e deu vontade de ouvir o Radio:Active Live at Wembley do McFLY. E por um momento pensei que tinha morrido. Passou um flash de memórias pela cabeça.
Dos últimos shows que assisti, esse foi o que menos me foquei nos artistas.
Lembrei das amigas que se aproximaram por eles. Do desespero por ingresso. Do puxa-saquismo com o pai para conseguir dinheiro. Da nossa banda imaginária na fila. Da vontade de ir ao banheiro e para onde nós íamos sempre tinha uma fonte na frente. De olhar pro lado e não achar ninguém. De olhar de novo e estar todo mundo lá chorando, se descabelando, passando mal e com um puta sorriso no rosto cantando as músicas.
Lembrei de uma das piores brigas com a minha mãe pela resposta de "você não vai porque eu não quero que você vá". Sem saber que ouviria e/ou sentiria aquela reposta muitas outras vezes para situações diversas. E que aquilo só piorou a minha visão do "se deus quiser".
Lembrei do motivo de parar de roer unha. Da despedida de uma pessoa que foi importante na minha vida - ele sentado num banquinho da bomboniere ao lado do colégio tocando no violão trechos de McFLY.
Lembrei do desespero na praça próxima ao ex-colégio. De metade dos alunos me olhando torto enquanto eu pedia um lenço.
Lembrei de como era passar a tarde vendo vídeos e rindo como um bebê gordo banguela. E acredito que foi nessa época que começou meu interesse em tentar entender o comportamento humano. Fosse na atitude deles como amigos ou de babacas que colocam fogo nos pelos pubianos e falam para algumas fãs 'chupem minhas bolas até elas ficarem vermelhas'.
Lembrei da associação das músicas com algumas pessoas. Do desejo de continuar com uma amizade, de ter um relacionamento como algum dos descritos em algumas músicas.
Lembrei de como é me tornar e sentir fã.
E eis que você começa a ser fãs das pessoas próximas a você. Até você começar a tomarnokoo e preferir ficar nesse amor unilateral somente com artistas que não sabem da sua existência. HIAHIAHIAHIAHIAHIA :3
~~x~~
Você quer mudar. Mas não por você. Nem pelos seus amigos. Você quer mudar só para agradar aqueles que ainda não te valorizaram. PARE COM ISSO.
Queria chegar para conversar. Sem me importar com o assunto. Sem me importar se estaria incomodando. Poder responder sem me importar se estaria sendo direta e seca. Ou se a resposta soaria idiota o bastante. Ou, quem sabe, ficaria até sem responder. Poderia até ser ignorada, mas provavelmente seria chamada de idiota, lesada ou outras coisas do gênero.
Queria ser convidada à jogar. Mas eu negaria. Preferiria ficar só assistindo. Sei que, em alguns casos, habilidade só vem com a prática, mas ficaria constrangida em não ser tão boa quanto o esperado. E provavelmente a negação continuaria presente em muitos questionamentos, só para ficar observando e não decepcionar. Eu seria atiçada para ver até onde eu chegaria, mas o máximo que aconteceria seria uma briguinha besta. E mesmo me achando uma babaca por não ter, ao menos, tentado, não iria desistir de me fazer tentar.
Queria ser repreendida. Pelas nojeiras, mas logo em seguida sofrer com a mesma coisa. Ouviria conselhos e gritos para impedir minhas neuroses e fazer com que eu tome alguma atitude em momentos de tensão ao invés de ficar só parada. Isso para que eu não puxasse minha mãe. Mas não adiantaria já que puxei tanto ela nesse aspecto e o da superproteção.
Queria aguentar todas as reclamações sobre meus gostos musicais, pois saberia que quando confirmasse algum show ou ganhasse algum ingresso e saisse pela casa chorando, pulando, chutando a quina ou caindo ao chão, o jogo seria pausado no quarto ao lado para que viesse ao me encontro e sorrindo dissesse como sou tonta, mas quanto estava feliz por mim.
Queria ouvir todas as zuações. Fosse me chamando de butijão, perguntando onde estaria minha namorada, me dando uma lupa para ver coisas pequenas, mandando eu ficar quieta por não aguentar mais minha voz. Pelo menos teria a certeza de que se parte daquela brincadeira fosse verdade, ainda sim eu era querida. E não teria a dúvida de que só está falando comigo por obrigação.
Queria poder abraçar sempre que desse vontade. E até quando não desse. Abraçar, só por abraçar. Ou ser abraçada. Mesmo sem reciprocidade. Só pra sentir o outro perto. E ter a certeza que desse abraço ninguém vai ficar criando caso do tipo "quer pegar".
Queria fazer tudo isso como já foi um dia.
Talvez eu não tenha aprendido a viver em sociedade. Talvez você mandaria largar de ser boiola e carente e ir atrás de um namorado. Talvez ninguém tenha me passado a segurança que você me passa. Talvez eu faça drama demais e não tenha deixado com que passassem. Talvez você ser o único com quem eu não tenha o pé atrás faça com que viremos ainda mais irmãos - O que é algo ilógico e uma pauta para seus monólogos de lição moral em mim.
Como sinto sua falta, seu pokebola.
--x--
No Dia dos Namorados nada melhor do que um post para seu irmão. hehe <3
Era pra ter saído faz tempo, mas sei lá. Deu pra sair logo hoje.
E se eu fizesse um post especial para esse "dia" sairia uma mistura de "vão à merda vocês que só amam nesse dia e no resto tratam o relacionamento como um fardo" e "quero que alguém me ame e me pegue com vontade". (Baseado em conversas com a Panda :3)
Então, só para não ficar sem dizer nada sobre isso haha ~ Se estiverem afim, vão atrás. Não espere que seja feliz para todo o sempre. Faça com que haja boas memórias e grandes aprendizados. Se der errado, sofra o tempo suficiente para absorver e sentir a intensidade, depois disso sorria. Não adianta ficar lamentando. Ria de como um dia você foi patético ao achar incrível aquela coisa babaca que o outro fez/falou/vestiu. E leve numa boa. Porque por algum momento você curtiu ficar brisando e pensando naquela pessoa. :3
Para começar sempre rola uma música que dá maus pensamentos ~
E depois você está pulando pela casa, derrapando de meia, com um desodorante na mão cantando ~
Gostem. Amem. Se apeguem. Abracem. Beijem. Mordam. Lambam. HAHAHA :3
Se, por algum instante ou motivo, te fizer bem... vá em frente.