Wonderland
Posted on 20:56
"Então vai! Vai! Vai, vai, vai!
Vai Manizinho vai, vai ensinando
Vai Manolinho, vai que vou cantando
Agora vai na frente pra todo mundo ver
Vai para cima Manicômio
Lutar para vencer!"
Grito de Guerra - Manicômio Manolo - Exatus/11
Nessa semana está acontecendo a gincana anual do Colégio Exatus no qual estudei metade do 2º ano do EM e o 3º ano. Ano passado, a equipe da qual fazia parte, Manicômio Manolo, vulgo "grupo dos japas com agregados", foi o campeão. E posso dizer com orgulho que ganhei bem mais do que 30% do valor das notas no meu boletim.
No último sábado teve a festa junina e pude prestigiar o trabalho das quatro equipes que elaboraram uma barraca de jogos cada uma. Os que ficaram responsáveis estavam à caratér. Tinha alguns zumbis, uns piratas, atendentes de cassino, Mario, Luigi, Yoshi! Cada um fazendo mais papel de bobo do que o outro. Mas quem ali estava realmente ligando para isso?
Ano passado nós fomos os loucos. Os loucos que fizeram interação e integração antes de começarmos a realmente pensar nas provas da gincana. Loucos que levaram todas as provas - até as menores - à sério. Loucos que vararam noites fora de casa ensaiando loucamente para fazer valer a pena. Louco[s] que bebeu[ram] água e bolacha que outro mastigou. ekekek Loucos que dançaram com bexiga no peito e berinjela dentro da calça. Loucos que levaram aquilo muito mais do que simples gincana.
Perguntaram-me no sábado se eu estava com saudades do colégio. Não, não estava e nem estou. Contudo, confesso que sinto falta de acordar cedo sabendo que tenho obrigações. Falta de ao atravessar a passarela do metrô observar, por trás do congestionamento na avenida, o sol nascendo e, com ele, o desejo de que aquele dia valesse a pena. Falta de ser cobrada e pressionada, mas com a certeza de que ainda confiam em mim.
E, principalmente, falta das pessoas. Aquelas que eu mandava ficarem quietas durante as aulas, mas que repartiam patas de tortuguita. Aquelas desenhavam na calça do uniforme e depois brincavam no banheiro até que alguma caisse. Aquelas que tinham mais assunto com os professores do que com o resto da sala. Aquelas com quem poderiam falar diretas e secas - até soltar um "vai se fuder", não importando o motivo ou a hora. Aquelas que mesmo sem dizer nada, sabiam reconhecer o humor da outras e, provavelmente, fariam com que debafassem e chorassem. Afinal, qual das três chorou mais?
Talvez, o que eu esteja precisando mesmo é de ocupar a mente e não pensar em tantos pontos negativos. Preciso de novas experiências que me farão voltar para casa ligando para alguém para contá-las. Preciso de um rumo - que parece próximo; só preciso de mim para isso, pois os próximos não devem se afetar com minhas escolhas.
"É fácil fazer parte
De um mundo tão pequeno
Onde amigos invisíveis
Nunca ligam outra vez
Talvez até porque
Ninguém mude por você"
Algum dia - Capital Inicial
~~x~~
Preconceito.
Pré-conceito.
Quando o assunto for eu, posso te considerar um pre(-)conceituoso?
Parece que foi unânime o pensamento de "ninguém lê e/ou interpreta da mesma forma com a qual escrevemos". E aposto que ninguém entendeu o que realmente quis dizer em cada parte. :3 Mas era algo que eu precisava falar... e ainda tenho a esperança de que alguém saque algo. Pré-conceito.
Quando o assunto for eu, posso te considerar um pre(-)conceituoso?




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